Quem cai na rede é peixe

Quem cai na rede é peixe

Quem cai na rede é peixe

 

Como peixes, quando entro na rede perco a liberdade.

Dzongsar Rinpoche comentava numa de suas palestras que essa rede é formada por crenças, fixações, apegos, conceitos que vamos deixando “colar” no nosso repertório de vida.

Conceitos que ouvimos (e vamos repetindo) desde muito pequenos na família e na cultura que “escolhemos” para nascer.

Tipo: só pastel de queijo é seguro, não fale com estranhos, Deus vê tudo, só confie no papai e na mamãe, é preciso dar o sangue para ter sucesso…cada um de nós carrega suas frases; relembre as tuas.

Além disso, também posturas ideológicas, o certo e errado e, principalmente, os preconceitos.

São certezas.

Mas…não existem certezas; tudo é impermanente. Até a ciência é impermanente.

E tudo é interdependente!!!!!

Tem uma frase útil que aprendi a repetir nos curso de Tokou na Vila Yamaguishi; a cada situação que tinha opinião formada questionar: como será na verdade ????

Tchi Nhat Han sugere outra pergunta: você tem certeza????

Buscamos tanto a liberdade e ingenuamente caímos na rede dos conceitos.

A única forma de cortar as redes é a “visão correta”.

Até que alcance essa “visão correta”, desconstruir a solidez aparente das aparências, nada do que fizermos – meditação, comportamento mais puro, evitar distrações inúteis, nada disso vai adiantar.

Não existem certezas absolutas; tudo muda.  Conseguir flexibilidade para dançar em volta dos fatos leva a uma visão mais rica e mostra onde está a armadilha.

As coisas não são como os sentidos percebem; tudo vai bem além disso.

O que me faz sentir presa(o)? como será na verdade?

O que percebemos é projeção de nossa mente.

Livre-se das crenças!!!! Elas são inúteis. Basta bom senso.

Bem mais leve, bem humorado e bondoso.